
La monja sin corazon y las palancas juveniles y las tristezas ajenas y el alma robada y los mormones que cantan y los abuelos que se pegan los dientes
y las mujeres que aman a otras mujeres....
Es un espacio donde quiero acunar mis creaciones si es que se pueden llamar literarias, y mis sentidos en el.... capturando lo magico de esta vida y por que no tambien la divagacion de pensamientos, odio, alegria, éxtasis ó locura,lo que se me ocurra y que el mundo se identifique con ciertos destellos o todo lo que encuentres...
Nosso amor resplandecia sobre as guas que se movem
Ela foi a minha guia quando eu era alegre e jovem
Nosso ritmo, nosso brilho
Nosso fruto do futuro
Tudo estava de manh
Nosso sexo, nosso estilo
Nosso reflexo do mundo
Tudo esteve Itapu
Itapu
Tuas luas cheias
Tuas casas feias
Viram tudo, tudo
Inteiro de ns
Itapu
Tuas lamas algas
Almas que amalgamas
Guardam todo, todo
O cheiro de ns
Abaet
Essa areia branca
Ningum nos arranca
o que em Deus nos fiz
Nada estanca Itapu
Ainda sou feliz
Itapu
Quando tu me faltas
Tuas palmas altas
Mandam um vento a mim
Assim: Caymmi
Itapu
O teu sol me queima
E o meu verso teima
Em cantar teu nome
Teu nome sem fim
Abaet
Tudo meu e dela
A lagoa bela
Sabe, cala e diz
Eu cantar-te nos constela em ti
E eu sou feliz
Ela foi a minha guia quando eu era alegre e jovem
Compositor: J. Cascata e Leonel Azevedo
Lábios que beijei
Mãos que eu afaguei
Numa noite de luar assim
O mar na solidão bramia
E o vento a soluçar pedia
Que fosses sincera para mim
Nada tu ouviste
E logo partiste
Para os braços de outro amor
Eu fiquei chorando
Minha mágoa cantando
Sou a estátua perenal da dor
Passo os dias soluçando com meu pinho
Carpindo a minha dor, sozinho
Sem esperanças de vê-la jamais
Deus, tem compaixão deste infeliz
Por que sofrer assim?
Compadecei-vos dos meus ais
Tua imagem permanece imaculada
Em minha retina cansada
De chorar por teu amor
Lábios que beijei
Mãos que eu afaguei
Volta, dá lenitivo à minha dor
Orfeu:
Ai, que agonia que você me deu
Meu amor! que impressão, que pesadelo!
Como se eu te estivesse vendo morta
Longe como uma morta...
Eurídice:
Morta eu estou.
Morta de amor, eu estou; morta e enterrada
Com cruz por cima e tudo!
Orfeu (sorrindo):
Namorada!
Vai bem depressa. Deus te leve. Aqui
Ficam os meus restos a esperar por ti
Que dás vida!
(Eurídice atira-lhe um beijo e sai).
Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
E' mais porque te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, - que é que eu sei! essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem - nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! e me dizes essas coisas
Que me dão essa fôrça, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! criatura! quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que êle, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que eu estarei contigo!